quinta-feira, 25 de março de 2010

Delírios de um Apaixonado

Olá, galera!
Estou aqui hoje para postar uma pequena amostra de outra forma que tenho de me expressar além de textos críticos: poesia.
Essa eu escrevi há alguns meses quando passei por um momento... bem, difícil! Mas espero que tudo mude agora.
Espero que gostem e , por favor, deixem comentários e dicas. Procuro melhorar cada vez mais!





Delírios de um apaixonado

Estou preso em uma dor dilacerante
Como eu desejo que você esteja aqui
Para me salvar com seu sorriso que pede para que meu coração cante
Uma canção de amor em que me consumi

Ligados por uma amizade louca
Você tem certeza de que meu mundo você não quer ser?
Sonho todas as noites com tua boca
Ela me faz querer um sonho lindo contigo viver

Não me diga que por mim nada sente
Pois assim estará me atando às correntes de um sofrimento demente
Que me transporta da realidade
Para um mundo sem verdade

Vem me tirar deste inverno
No qual me afundo cada vez mais
A neve toca em minhas feridas como sais
Vem me fazer sentir teu amado eterno

Diego Braga Toledano

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Correção


A última postagem foi para net sem a foto. Aqui está a foto do post "Papel & Caneta".

XOXO

Papel & Caneta

Hoje eu editei o primeiro capítulo de Pôet (acabei decidindo que o nome da História deveria ser o nome do personagem principal mesmo). Eu preferi passar do computador para um caderno. Daqui a poucos minutos começarei um novo capítulo. espero terminá-lo ainda hoje.
Ah, minha irmã leu o que escrevi até agora hoje. Ela não entendeu muito, mas espero que ela tenha ficado pelo menos um pouco intrigada com "Pôet".
Essa foto é da minha bagunça básica de meio de edição. Cortei algumas coisas, adicionei outras e formatei o texto. Muito uso de papel, caneta, açúcar e Michael Jackson("This Is It" se tornou a trilha sonora de "Pôet" por alguma razão).
Desejem-me boa sorte! Estou realmente muito empolgado com este trabalho. Agradeço muito mesmo a Deus por me permitir fazer o que amo sem ter que sacrificar os que amo ou meu tempo. Obrigado, Deus! Por ter me dado tempo suficiente de encontrar personagens com histórias incríveis e poder escrevê-las usando Papel & Caneta.

XOXO

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pôet


Hoje comecei a escrever um livro dedicado completamente para o bebê de minha irmã Daniele. O personagem principal se chama Pôet. Estou me divertindo muito em contar a história deste personagem que acabo de conhecer. Estou trabalhando em outros dois projetos paralelos a este, mas definitivamente este está na minha lista de prioridades no momento. Espero que o bebê da Daninha goste muito das estórias que gosto tanto de contar. Postarei mais frequentemente sobre o processo de escrever. Os que passam aqui com certa frequencia entendem o que quero dizer.

Pôet, está sendo um prazer ter você em minha vida agora. Espero que eu consiga escrever sua história da forma correta e que meu sobrinho ou minha sobrinha apreciem toda a sua trajetória como eu faço. Acabo de escrever o primeiro capítulo de sua vida e escreverei diariamente sobre sua quase trágica aventura pela Terra Real.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Trecho de "As Florestas Perdidas" por D.B.T.


Essa semana vou colocar um pequeno trecho do primeiro capítulo do livro que estou escrevendo. É um conto sobre uma adolescente que descobre que é herdeira de um trono em um mundo mágico que fora isolado do resto do mundo por causa do grande expansionismo humano. Neste trecho ela acabou de ganhar uma estranha e incrivelmente bonita semente e está caminhando para seu quarto e passamos a conhecer um pouco de sua casa.

Trecho de "As Florestas Perdidas" por Diego Braga Toledano:

A casa tinha dois andares. O primeiro era composto por duas salas (uma de jantar e outra de estar. Camila tinha preferência pela segunda, onde lia livros e mais livros durante a manhã enquanto seu pai lia o jornal com as principais notícias do dia), a cozinha e um escritório de médio porte em que seu pai cuidava das finanças de seu negócio.
Mas o que Camila mais gostava era da escada. Por toda a parede que acompanhava os largos degraus, fotos da família espalhavam-se de forma aleatória: a primeira foto de Camila com suas irmãs recém-nascidas; mariana saindo do hospital logo depois do nascimento de sua primogênita; as férias da família do ano retrasado em São Luís/ MA; A foto em que Camila aparecia ao lado de uma família canadense que a hospedou em seu primeiro intercâmbio em Vancouver. Essas fotos, mesmo que não estivessem em ordem cronológica, mostravam a história desta família. E era sua família que Camila amava acima de tudo.
Era no andar de cima que os moradores da casa 1288 dormiam. Um quarto para cada membro da família, exceto pelo quarto das gêmeas que ainda eram pequenas demais para terem um quarto para cada uma. Três banheiros eram suficientes para não haver brigas por tempo no chuveiro. Era uma boa casa.
Quando Camila chegou ao quarto, ela se deitou. O olhar fixo na semente. Era tão linda. Camila não sabia o que estava sentindo, mas era como se ela soubesse o que era aquilo. De alguma forma, por mais estranha que fosse, Camila tinha certeza de que era algo importante a ponto de mudar completamente sua vida. Perdida em seus pensamentos, ela adormeceu.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Enquanto Bonner fala


O fato de a televisão exercer grande influência sobre todos nós é irrefutável. Mas até onde vai esta influência? Será que estamos tão ligados a este aparelho eletrônico que não conseguimos realizar nenhuma refeição sem ver as últimas notícias ou os novíssimos capítulos daquela série americana que está fazendo sucesso no mundo inteiro? A resposta é simples e desanimadora: sim.
A televisão vem se estabelecendo cada vez mais fortemente em nosso dia-a-dia. As famílias costumavam tirar a hora do jantar para conversar sobre o dia de trabalho do pai e de estudos filhos enquanto a mãe tomava para si o trabalho de se certificar de que todos estivessem comendo bem. Hoje em dia, os jantares são cheios de silêncio (das pessoas ali presentes pelo menos, já que as vozes dos apresentadores de programas não param de falar e entreter cada membro da família em particular). Sem falar, é claro, das lutas excessivas e cansativas pelo poder extremo: o controle remoto. As cenas apresentadas pelos dias atuais não nos dão uma boa perspectiva familiar.
Muito embora a televisão faça com que a explosão de mais uma bomba em Israel seja conhecimento mundial quase que no exato momento em que o fato aconteceu, este intrigante aparelho nos faz entrar num mundo crescentemente difuso do da realidade. Sem mencionar que, mesmo sabendo de cor todos os vídeos da cantora americana mais popular do mês que nem sabe da existência de uma cidade situada bem no meio de plena Floresta Amazônica, um adolescente se sente mais íntimo de uma cultura tão distante geograficamente – porém muito próxima digitalmente – do que da História de seu próprio país. Há, ainda, o afastamento que ocorre entre as pessoas de uma família. Pais se trancam em escritórios caseiros para assistir às notícias do mercado financeiro, enquanto filhos ficam em seus quartos assistindo séries de TV cujo enredo se passa em outros países. Todos irão dormir mais uma noite sem saber o que aflige cada um deles e, pior ainda, sem pista alguma sobre como solucionar tais problemas.
A televisão pode sim aproximar culturas e informações a espectadores tão distantes. Isto é indiscutível. Mas outro fato conhecido por todos, mas nem sempre levado à tona numa conversa casual, é o quanto ela afasta aqueles que se encontram no quarto ao lado.

sábado, 28 de novembro de 2009

Desejo Por Uma Sociedade Menos Cínica


Shopping. Lá está uma família em mais um domingo em direção a uma sessão do filme mais esperado do ano. Os pais andam abraçados e sorriem enquanto fazem comentários sobre um livro em uma loja de departamentos, o filho mais velho liga para a namorada e marca um dia para saírem com a irmã mais nova que se preocupa com a data de lançamento do novo CD do “cantor gato” do mês. Tudo parece bem e tudo parece bem, mas será que está tudo bem?
Nossa sociedade nos pressiona cada vez mais a viver uma vida feita pura e exclusivamente de aparências. “Se você está bem exteriormente, então está bem interiormente, pois os dois sempre andam juntos.” Foi o que uma amiga minha um dia me disse e, para não criar desavenças, concordei e mudamos de assunto. Mas estas palavras ficaram por muito tempo em minha cabeça e cheguei à conclusão de que minha amiga estava, até certo ponto, certa, pois se você está satisfeito com o que fez, faz e ainda fará em sua vida, há uma grande possibilidade de que você cuide bem de sua aparência. Mas este é um processo que segue o curso de dentro para fora, o que se aplica às palavras de minha amiga. Já o processo inverso, não.
O processo que segue o percurso fora – dentro é mais complicado: você se veste bem, vai à academia regularmente, tem amigos, vai ás melhores festas das pessoas mais sofisticadas, mas quando se olha no espelho tudo parece estar errado. Você pisca e, aparentemente, essa preocupação desaparece e tudo parece voltar ao normal. Posso lhe dar uma má notícia? Se você passa por isso com freqüência, nem tudo está bem.
O que chamamos de realização é a obtenção de sucesso em tudo o que se faz tanto na carreira profissional quanto na vida pessoal. Pessoas que se sentem realizadas tendem a julgar outras pessoas que se perderam na vida como ladrões ou traficantes de drogas. Pessoas pobres que não tiveram acesso às melhores escolas e escolhas, certo? Nem sempre. Há, hoje em dia, o conhecimento de jovens que se transformaram nos chefes do crime organizado que descendem de famílias ricas. Pergunta-se, então, o que aconteceu na vida destas pessoas para que lhe cegassem a ponto de não verem que têm tudo que precisam para serem felizes. Quero dizer, tudo o que esta sociedade baseada em aparências nos faz acreditar ser o suficiente para criar um ser humano digno e honesto.
Quando uma família se expõe à visão pública, ela se comporta de maneira correta: os pais se amam e seus filhos os obedecem inquestionavelmente. Mas ao fecharem os portões da casa, os problemas saem dos armários em que foram trancados e voltam a tomar conta de cada membro da família. Às vezes chego a pensar que os problemas que os atordoam em momento algum realmente os deixam. Filhos voltam a desobedecer e a questionar pais que, por terem tal título, se acham no direito de dizer o que sua prole tem que (repare, não deve) fazer. Com isso, há pressão nestes jovens que, embora queiram agradar seus pais, sabem que o querem fazer da vida é completamente diferente da vontade de seus pais/generais.
Acontece que estudos feitos em universidades das principais capitais dos EUA alegam que esta carga de responsabilidades que cada um de nós, jovens, toma para si pode nos levar a desenvolver patologias psicológicas (distúrbios alimentares, dentre vários) que têm um sintoma em geral: a rebeldia. Esta rebeldia cega de tal forma que faz com que esqueçamos dos nossos objetivos e daqueles sonhos que os pais querem realizar através de seus filhos. Este sentimento de rebeldia leva estes atormentados jovens a fazerem de tudo para ir contra os desejos e “boas aparências” da sociedade.
A origem de todos esses problemas encontra-se na aparente falta de capacidade do ser humano de não se importar com o que os outros irão pensar de cada ação sua. Vários problemas, como os aqui citados, poderiam ser evitados se toda família educasse seus filhos balanceando o certo com as possibilidades de erros, pois é com estes que todos aprendem as lições de como viver essa vida que se encontra em meio de tantos desafios. Estes que podem nos derrotar, mas se fôssemos um pouco mais altruístas, os jovens que foram desviados podem voltar após outro erro ao conforto de famílias que não se importam com o fato de que seus filhos erraram e sim com quanto amor e cuidado elas têm que dar a seus rebentos para que eles voltem a se olhar no espelho e não ter a sensação de estar tudo certo, mas ter a certeza.